Colossenses 4:5

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Um pensamento sobre os 500 anos da reforma protestante

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. ”Romanos 12:2

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou na porta da igreja do castelo de Wittemberg suas 95 teses, com a intenção de mostra um verdadeiro evangelho onde Cristo é único e suficiente salvador; pois sua intenção não era causar uma revolução do evangelho ou até mesmo iniciar uma reforma na igreja, sua intenção era simplesmente mostra as verdades das escrituras bíblicas que é a palavra de Deus.

Inicia-se então o que conhecemos como reforma protestante. Lutero começa a pregar uma mensagem onde a Salvação e alcançada mediante a graça de cristo através da fé, isso causa muito espanto pois era isso que era ensinado por muitos padres e bispo e toda o clero, que só através das obras, pagamentos de indulgências e compra de relíquias se alcançaria a salvação, isso era muito comum e os fies acreditavam fielmente nesse ensinamento já que não tinha acesso a bíblia, pois só o clero da igreja podia e tinha acesso as escrituras bíblicas.

O versículo que lemos (romanos 12:2) fala que não devemos nos conformar com esse mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. É esse inconformismo que toma conta de Lutero, uma mente transformada por Cristo, alcançada por sua busca constante pela verdade da palavra de Deus, gera em Lutero esse inconformismo, ao ponto de começar a ensinar tudo aquilo que o Espírito Santo o revela através da sua palavra.

Ao que dizer nos dias de hoje, onde ainda se prega um evangelho que não é o de Cristo, um evangelho do engano mais um engano conformado pois hoje temos acesso a bíblia de forma simples e até mesmo de graça, pois é possível ter uma bíblia em qualquer celular. Muito conhecem a verdade mais preferem dar ouvidos as falsas doutrinas, pois o que lhe é proposto é barato e confortante, afinal, é o que a carne deseja, e não existe nada melhor do que alimentarmos nossa carne, não é verdade?

O que me fascina nesse texto bíblico é a sua clareza, onde diz que só uma mente transformada por Cristo, experimenta a vontade do Cristo e não se conforma com as coisas desse mundo.

Não se conformar, é fazer o que Lutero fez, pregou a verdade da palavra sem se importar até mesmo com sua vida, não se conformar é pregar a verdade e não sair opinando nas redes sócias ou entre os amigos, sendo politicamente correto, na verdade isso é se conformar com o mundo.

Que possamos viver de forma que agrade a Cristo, pois isso é o que importa, pois o próprio Cristo viveu pra agradar o Pai, isso é experimentar a boa e prefeita vontade de Deus, uma vida com propósito, o propósito de Deus. Vivemos na contra mão desse mundo, uma metanoia, temos a mente de Jesus, isso é loucura para quem não conhece, “pois o que é nascido da carne, é carne; mais o que é nascido do Espírito, é Espírito”, proteste com base nas escrituras, não se renda ao sistema desse mundo, busque ao senhor em todo tempo, isso te fortalecerá, deixe sua mente ser renovada pelo Santo Espírito, como se diz “tudo começa no pensamento” então tenha a mente de Cristo.

Uma mente renovada por Cristo, não se conforma com as coisas desse mundo.

EDUARDO PORTO DE SOUZA

Biografia de João Calvino

João Calvino (1509-1564) foi um teólogo, líder religioso e escritor francês. Foi o pai do Calvinismo, reforma protestante que impôs hábitos austeros e puritanos aos seus seguidores, que atingiu a maior parte dos países da Europa Ocidental.

João Calvino (1509-1564) nasceu em Noyon, na região da Picardia, no Norte da França, no dia 10 de julho de 1509. Ficou órfão de mãe aos seis anos de idade, sendo confiado aos cuidados de um aristocrata amigo da família. Ainda adolescente foi enviado para a Universidade de Paris para estudar Teologia. Em Paris, tomou contato com as ideias de Martinho Lutero.

Em 1529, em obediência ao pai, trocou Paris por Orléans, e a Teologia pelo Direito. Depois de formado voltou à Paris e à Teologia. Começou uma fase de intensa colaboração com o reitor da Universidade de Paris, Nicolas Cop. Ao inserir trechos inteiros de Lutero em um discuro de reitor, foi acusado de herege. Em 1536, após redigir em latim, “Instituições da Religião Cristã”, onde reuniu as bases para o conjunto das doutrinas do Calvinismo, foi perseguido e teve que abandonar a capital francesa.

Persuadido por Guilherme Farel, francês que implantou a reforma de Zwinglio, um iniciador das revoltas contra a venda de indulgências por parte dos emissários do Papa Leão X, em Genebra, resolve permanecer na cidade. Em 1538, depois de ter frustradas suas tentativas de instaurar um governo teocrático, e de escrever “Artigos Sobre o Governo Local” e “Confissões de Fé”, é expulso de Genebra.

Em Estrasburgo, no Leste da França, começa a elaboração de uma constituição religiosa baseada nas “Instituições” e participa do congresso sobre religião como representante da cidade. Em setembro de 1547, retorna à Genebra a pedido das autoridades, para impedir a tentativa do cardeal de restaurar o catolicismo. Realiza na íntegra o governo civil, que tornou supérflua a hierarquia eclesiástica. Estabeleceu leis, abriu escolas e estimulou o comércio exterior, prega e ensina o calvinismo.

Genebra passa a ser o principal centro protestante da Europa. A consistência da moral foi implantada. Aos domingos ninguém podia ir ao teatro, nem jogar cartas, muito menos dançar. Até mesmo o trabalho nesse dia seria considerado crime. Nos quatro primeiros anos do rígido governo calvinista, contaram-se 58 execuções, e muitas penas severas foram aplicadas aos transgressores das leis.

João Calvino estabeleceu diversas reformas na Igreja, eliminou o ritual e a música instrumental da missa, despiu as igrejas de vitrais, quadros e imagens, reduziu o culto a um sermão entre quatro paredes nuas. Aboliu as comemorações da Páscoa e do Natal, e apagou todos os vestígios do sistema episcopal.

O Calvinismo, ao contrário do luteranismo, difundiu-se na Europa Ocidental. Na França, foi professado pelos huguenotes, na Escócia, pelos presbiterianos, na Inglaterra, pelos puritanos e na Holanda, pelos protestantes.

João Calvino faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 27 de maio de 1564.

 

FONTE: https://www.ebiografia.com/joao_calvino

MARTINHO LUTERO

Nascido em Eisleben, Alemanha, a 10 de novembro de 1483, Lutero era filho de camponeses católicos alemães. Como era comum na época, foi alvo de uma disciplina rígida. O menino Lutero aprendeu, entre outras coisas, a orar aos santos, realizar boas obras e reverenciar o papa e a igreja.

Cedo, aos 5 anos, Lutero começou a estudar latim em uma escola local. Já aos 12 anos, foi aluno de uma escola de uma irmandade religiosa em Magdeburgo. Em 1505 recebeu grau de Mestre em Artes da Universidade de Erfurt, e em 1505 e começou a estudar Direito.

Pouco tempo após iniciar seus estudos de Direito, Lutero resolveu tornar-se monge e entrou no Mosteiro Agostiniano de Erfurt. A sua ordenação foi em 1507. Em seguida, deixou o Mosteiro para ensinar filosofia moral na Universidade de Wittenberg.

Continuando seus estudos, Lutero obteve o título de Doutor em Teologia. De 1513 a 1518, ensinou Teologia Bíblica na Universidade de Wittenberg. Nessa época, começou a tornar-se bastante conhecido. Após certa idade, Lutero começou a ser afligido por uma angústia que pode ser sintetizada em uma pergunta: se o coração da pessoa é governado pelo pecado, como pode esperar salvação diante de Deus? Por causa do que havia aprendido, procurou resposta – e paz – através de boas obras, incluindo jejuns e autoflagelação. Contudo, seu sentimento de incapacidade para sentir paz diante de Deus continuou, levando-o às portas do desespero.

A aflição de Lutero somente encontrou resposta no dia em que encontrou na Bíblia a certeza de que não há como alguém merecer o favor de Deus por causa de alguma coisa que faz; que a única forma de alguém obter o favor Deus é através da fé em Jesus Cristo; que é através da fé em Jesus que os pecados são perdoados por Deus. Este entendimento, conhecido como a doutrina da justificação pela fé, tornou-se um dos pilares do pensamento religioso de Lutero.

A Igreja Romana da época costumava dizer que algumas pessoas possuíam mais méritos do que tinham necessidade para serem salvas. Por isso, o “mérito extra” dessas pessoas poderia ser transferido – especialmente através de pagamento – para pessoas cuja salvação era duvidosa. Lutero protestou contra esta prática, chamada de indulgência. Em 31 de outubro de 1517, Lutero afixou uma série de críticas – que se tornaram conhecidas como 95 Teses – na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. As Teses eram um protesto contra o abuso da autoridade do Papa, especialmente no sentido de desafiar o Papa a esvaziar de graça o purgatório, já que diz controlá-lo. Lutero também negou o ensino do “mérito extra” que estava por trás das indulgências. Segundo Lutero, o verdadeiro tesouro da Igreja é o Evangelho – a proclamação do amor de Deus. A Igreja Romana ordenou que Lutero se apresentasse em Roma para responder às acusações de heresia. Sabendo do caso, o Príncipe da Saxônia, Frederico o Sábio, interveio e insistiu que a audiência de Lutero fosse realizada em solo alemão. Como resultado, uma Dieta Imperial foi realizada na cidade de Augsburgo, em 1518. Lutero se recusou a mudar de opinião. Temendo ser preso, fugiu de Augsburgo. As ideias de Lutero logo encontraram adeptos em todas as regiões da Alemanha, e mesmo fora dela. A resposta do Papa à situação foi uma bula (ordem papal), ameaçando Lutero de excomunhão, caso não se retratasse. Em protesto, ele queimou publicamente a bula e foi excomungado em janeiro de 1521. Em junho de 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, uma ex-freira. Os dois tiveram seis filhos e abrigaram onze órfãos. Lutero publicou cerca de 400 obras durante a sua vida, incluindo comentários bíblicos, catecismos, sermões e tratados. Também escreveu hinos para a Igreja. Parte de suas obras estão publicadas em diversas línguas modernas.

Lutero faleceu de derrame cerebral em 1546, aos 63 anos de idade, em sua cidade Natal, Eisleben. Seu corpo foi sepultado na Igreja do Castelo de Wittenberg, onde, cerca de 30 anos antes, havia afixado suas 95 Teses.

Conheça mais sobre a história de Martinho Lutero com o filme “Um Homem Chamado Martinho – Parte 1”! Clique no nome do filme e veja mais sobre o reformador da igreja luterana.

Fonte: site da IELB

Não Há condenação

“Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte”. Romanos 8:1,2

 

Um texto bastante conhecido, mais pouco vivenciado por todos nós cristãos em sua maioria, por simplesmente esquecer que Cristo nos libertou, somos livres do pecado assim não morreremos.

Temos que compreender que morte é condenação “pois o salário do pecado é a morte” (romanos 6:23a) foi dessa condenação que Cristo nos libertou “morte eterna”.

Cristo assumiu a nossa culpa, logo se estamos em cristo não podemos ser acusados, se não há acusação logo não existe condenação. Essa é a verdade que temos que entender, pois Deus enviou seu Filho como oferta pelo pecado assim somos justificados, somente pelo sacrifício de Cristo somos salvos e justificados livres da lei do pecado.

Embora o diabo queira nos acusar, pois ele faz isso muito bem, para ele não há salvação visto que já está condenado, lembremos que fomos feitos livres em Cristo Jesus.

Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (romanos 6:23b). Só Cristo pode nos dar essa vida plenamente eterna, aceite o seu senhorio, viva para Ele, seja um cristão verdadeiro e dessa forma você desfrutará de uma liberdade que só Cristo pode dar a vida eterna.

 

 

Por
Edu Porto
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CINCO SOLAS

A Reforma Protestante se iniciou no dia 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero protestou contra a Igreja Católica Romana ao afixar à porta da Igreja da cidade alemã de Wittemberg, as suas famosas 95 teses ou 95 proposições para serem debatidas, com o foco principal em debater vários pontos teológicos da doutrina católico romana, sobretudo a questão sobre a salvação era pela fé somente, sem a ajuda das obras praticadas pelos cristãos.

Depois de Lutero, grandes reformadores protestantes foram importantes ao movimento de renovação do cristianismo. João Calvino, homem de mente privilegiada, sistematizou brilhantemente os princípios doutrinários em várias publicações, principalmente em suas “Instituições da Religião Cristã” (Institutas), obra que ainda é muito usada por teólogos, professores e principalmente cristãos que buscam os valores verdadeiros do Cristianismo. Também foram importantes Filipe Melanchton, Theodore de Béze, Ulrich Zuínglio, Martim Bucer, Menno Simons (reforma radical) e tantos outros.

Resumidamente, as proposições teológicas que serviram como pilares da Reforma Protestante são os chamados Cinco Solas – frases latinas que surgiram para enfatizar a diferença entre a teologiareformada protestante e a teologia católica romana. Sola, vem do latim e significa “somente” ou “apenas”, na língua portuguesa. E os cinco solas são: Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Soli Deo Gloria. Esses são os pilares da Reforma Protestante.

Sola Fide (somente a fé): este princípio afirma que o homem é justificado única e exclusivamente pela fé, sem o acréscimo das obras do mérito humano e, por meio dele, a tradição reformada é sustentada.

Sola Scriptura (somente a Escritura): A Escritura é a única regra de fé e prática da igreja e o protestantismo aceita doutrinas de sua inspiração, autoridade, inerrância, clareza, necessidade e suficiência. Somente as Escrituras são o fundamento da teologia reformada.

Solus Christus (somente Cristo): como forma de reação dos protestantes contra a igreja católica secularizada e contra os sacerdotes que afirmavam ter uma posição especial e serem mediadores da graça e do perdão por meio dos sacramentos que ministravam. A reforma defendeu que tal mediação entre o homem e Deus é feita somente por Cristo, único capaz de salvar a humanidade e o tema central da reforma protestante.

Sola Gratia (Somente a Graça): Além de a graça ser um dos atributos de Deus é, também, o próprio Cristo (em sua encarnação) e é o Espírito Santo quem aplica a graça ao coração do pecador. A graça comum é comunicada a todos os homens, indistintamente. Mas, graça especial é soteriológica (salvadora) e por meio dela que o homem é salvo, quando há a comunicação da salvação de Deus ao pecador. “Sola gratia” diz respeito a tudo que o homem possui (graça comum) e, em especial, à salvação que é dada pela graça somente. Graça especial somente, por meio da qual o homem é escolhido, regenerado, justificado, santificado, glorificado, recebe dons espirituais, talentos para o serviço cristão e as bênçãos de Deus.

Soli Deo Gloria (somente a Deus a glória): este pilar da teologia reformada afirma que o homem foi criado para a glória de Deus e que tudo que ele fizer deve destinar a glorificar a Deus.

Referências bibliográficas:

CHAUNU, Pierre. O tempo das reformas (1250-1550): a reforma protestante. Lugar na História, v. 49-50. Lisboa: Edições 70, 1993.

MARTINA, Giacomo. História da igreja: de Lutero aos nossos dias. V. 1: A era da Reforma. São Paulo: Loyola, 1997.

SILVESTRE, Armando A. Calvino: o potencial revolucionário de um pensamento. São Paulo: Vida, 2009.

______. Calvino e a resistência ao Estado. São Paulo: Mackenzie, 2003.

Fonte: http://www.infoescola.com/cristianismo/cinco-solas/